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segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Mais uma vez... Feliz Natal



E outra vez chega o Natal... É tempo de festas, de presentes e comemorações. Para muitos é momento de saudade, de lembrar dias melhores, pessoas que se foram, de coisas que não viveram. Para outros, tempo de alegria, de festividades, fim de ano chegando, comemorações no trabalho, com a família e com os amigos. É uma época em que as pessoas correm mais,  consomem mais, compram mais, comem e bebem mais.  As luzes brilham, os enfeites cintilam, mas muitas vezes na pressa,  os transeuntes nem reparam na sua beleza. Há um burburinho, uma animação, uma agitação que precede as festas de final de ano. Sim, é muito bom pensar em rever familiares que estão distantes, é gostoso presentear e receber presentes, é bom ver crianças felizes esperando os presentes do Papai Noel. Ah! Ele, o bom velhinho, está presente em muitos shoppings, em portas de lojas, personagem meio estranho nesse calor, vestido com sua quente roupa vermelha, as mãos repletas de balinhas, chamando a atenção de meninos e meninas e convidando os pais a não se esquecerem dos mimos para as crianças e para os outros adultos.
Natal no Brasil. Embora nossa decoração tenha influência européia, nosso Natal é quente, bem tropical. Andando por entre as luzes natalinas, comecei a pensar. Será que todas essas pessoas, em meio a essa euforia festiva, pararam para refletir um pouco sobre o motivo primordial desse dia? Muito embora seja uma delícia participar dessas festas, ver o Papai Noel, dar e receber presentes, muito embora reuniões com amigos e  familiares sejam  momentos maravilhosos de se viver, há um motivo muito mais importante para se comemorar o Natal, o verdadeiro, e percebo que poucas pessoas se detêm para pensar sobre este motivo. Há mais de 2000 anos chegou à Terra um ser de luz. Ele mudou todas as concepções filosóficas e religiosas, ele mudou a história do mundo, ele trouxe ensinamentos que norteiam até hoje praticamente a maioria das religiões. Ele falou de uma palavra maior, a palavra AMOR. Ele trouxe amor aos homens. Não obstante as festas, o Papai Noel, os enfeites, as reuniões e os presentes, O Natal é isso: A comemoração do dia em que esse homem chegou ao mundo. Jesus, o arauto do amor, o divisor de águas da história dos seres humanos na Terra. Independentemente de religiões, de tradições brasileiras ou européias, o Natal é o dia do seu aniversário e isso deve ser sempre lembrado.
Nada contra as comemorações e os símbolos do Natal, apenas fique registrado, que Esse é o único motivo das festividades. E Ele, Jesus, certamente é a fonte de energia, que faz renascer nos homens, todos os anos, as atitudes de amor e o verdadeiro Espírito de Natal. Essa energia luminosa, a que chamamos Espírito de Natal e faz vibrar nossos corações nessa época do ano, surgiu em decorrência dos ensinamentos de Jesus, que pregou o amor e a caridade incessantemente. Por isso, nesse período nos tornamos mais amigáveis, mais solidários, mais generosos, e aqueles que conseguem despertar em si esses sentimentos, recebem de volta, vibrações de felicidade e harmonia, por que sentimentos são energia, e a energia volta sempre para nós da mesma forma como a emitimos.   
Os brasileiros, solidários e amorosos por tradição cultural, não vivem o Natal europeu, mas com certeza muitos já viveram e sentiram em seus corações a chegada do Espírito de Natal, o verdadeiro e universal sentido da comemoração do aniversário de Jesus.
No Brasil não tem neve no Natal, mas tem chuvinha boa lavando a terra, convidando para uma preguicinha gostosa. Tem reunião de família, tem solidariedade, tem risos de crianças, tem mais abraços, tem pessoas em volta da mesa, tem presentes e boa comida. É tempo de renovação de projetos. Para quem sente o Espírito de Natal, é tempo de mais amor. Se são só momentos, não importa, amor e alegria nunca são demais! Nunca perdi o encanto e a magia do Natal e até hoje ainda acredito em Papai Noel! Em criança ele era o dono de sonhos que ainda guardo em cantinhos acolchoados da memória e do coração. Hoje, ele representa para mim a esperança sempre renovada do presente da paz que há milênios Jesus nos ofertou. Feliz Natal ainda uma vez, e sempre, e de novo ...

Márcia Palis
24/12/12

domingo, 18 de novembro de 2012

O perdão – Um instrumento poderoso de cura

    

                Perdoar... Esquecer as ofensas e mágoas. Desculpar alguém que nos feriu ou causou mal. O perdão pode parecer para a maioria das pessoas um assunto a ser tratado apenas pelas religiões e não pela ciência. Entretanto, pesquisas médicas, estudos dentro de todas as linhas de conhecimento psicológico, e recentes pesquisas científicas sobre o comportamento e o potencial humano dentro da Psicologia positiva, revelam o contrário. A atitude de perdoar é um poderoso instrumento de cura e prevenção a diversas doenças, tanto as emocionais, como por exemplo  ansiedade e depressão, quanto as psicossomáticas, isto é, aquelas doenças físicas desencadeadas por distúrbios emocionais, como por exemplo enxaquecas, gastrites, e diversas outras bem mais graves, inclusive doenças do coração e vários tipos de câncer. Sabe-se hoje em dia que um grande número de doenças são causadas por atitudes mentais inadequadas e profundos padrões de ressentimentos. Estes podem levar a estados de tensão, que por sua vez levarão a desgaste emocionais, que levam a um desequilíbrio físico e funcional do organismo, que mais tarde responderá com o adoecimento . Há um novo conceito em saúde, em que não só os aspectos biológicos são considerados, mas também o bem-estar físico, mental e social. A psicologia da saúde sugere que o ser humano deve ser visto como um sistema complexo e que a doença é causada por um grande número de fatores e não por um apenas. O indivíduo não é mais compreendido como uma vítima passiva e o reconhecimento de comportamentos prejudiciais, o torna um agente responsável pelo seu processo de saúde e de adoecimento. Tomar conhecimento sobre a responsabilidade de nossos pensamentos e principalmente de nossos sentimentos sobre nossa saúde e nossas doenças, a princípio parece assustador, pois existem ocasiões em que os problemas nos parecem tantos que não conseguimos manter um controle emocional adequado e sentimos nossas mentes e corpos em desequilíbrio. A boa notícia é que os corpos e mentes reagem com muito mais facilidade às atitudes positivas, e podemos lançar mão delas em todas as ocasiões de nossas vidas, aprendendo a cultivar comportamentos e sentimentos que atuam como preventivos à nossa saúde mental e física. Uma dessas atitudes que colabora maravilhosamente para a harmonia de nosso sistema psicofísico é a atitude do perdão. Perdoar parece não ser fácil no primeiro momento em que se reflete sobre o assunto, pois vivemos em uma cultura em que são cultivadas as atitudes de retaliação, e parece humilhante tomarmos uma atitude contrária. Compreendemos bem demais nossa própria dor. E é muito difícil compreender, que eles, os que nos magoaram ou ainda magoam, também estão sofrendo dor. Precisamos entender que eles estavam ou estão fazendo o melhor que podiam e podem, com a compreensão, a consciência e o conhecimento que tinham ou ainda têm. Talvez não saibamos como perdoar ou talvez não queiramos perdoar. Mas o simples fato de estarmos dispostos a perdoar já dá início a um processo de cura e também de prevenção. Nós devemos aprender a exercitar o perdão. E podemos começar com um exercício simples, pensando da seguinte forma sobre a pessoa a quem devemos perdoar: “Eu o perdôo por você não ser como eu queria que fosse. Eu o perdôo e deixo você ir” Essa simples forma de pensar, refletida e repetida várias vezes, já nos induz a nos libertarmos também dos ressentimentos que o comportamento dessa pessoa nos causou. Como o próprio nome diz, ressentimento é re-sentir, sentir de novo, nos magoarmos uma e um milhão de vezes com a mesma situação evocada por nossas próprias lembranças. Aprendermos a nos libertar do ressentimento é um grande alívio para todos nós, além de nos trazer o benefício da saúde. Há ainda um tipo de perdão que também é muito difícil de exercitar: O autoperdão. Para muitas pessoas é o mais difícil, pois foram criadas com grandes padrões de auto-exigência e sentem muita culpa por terem determinados comportamentos. A culpa não ajuda ninguém, ao contrário, pode nos causar grandes males. Temos que aprender a nos aceitarmos e nos aprovarmos exatamente como somos. Temos que nos perdoarmos por nossas falhas, pois nãos  somos perfeitos, e procurarmos corrigi-las, não para agradar a ninguém, mas para o nosso próprio crescimento. E temos que aprender a nos amarmos, criando para nós um espaço de confiança, merecimento e aceitação, que resultará na organização de nossas mentes, de nossos corpos e de nosso equilíbrio físico e emocional. E termino essa reflexão com a frase que ouvi de uma grande amiga: “Perdoar não é esquecer... Isso é amnésia. Perdoar é se lembrar sem se ferir e sem sofrer... Isso é cura.



sexta-feira, 12 de outubro de 2012

APRENDER COM AS CRIANÇAS


 
Ontem, ao acordar, me veio à cabeça que 12 de outubro, o Dia das crianças está chegando. Os pensamentos vão se ligando e ao pensar nesse dia, eu, que tenho o hábito de associar eventos e acontecimentos à músicas, lembrei-me imediatamente de uma música do grande poeta e músico, o querido Gonzaguinha, ou melhor eu me recordei da letra, que é um poema: “Ontem o menino que brincava me falou... que o hoje é semente do amanhã... para não ter medo que esse tempo vai passar... não se desespere não, nem pare de sonhar... Nunca se entregue, nasça sempre com as manhãs... Deixe a luz do sol entrar no céu do seu olhar... Fé na vida, fé no homem, fé no que virá... Nós podemos muito, nós podemos mais... Vamos lá fazer o que será! Refleti sobre o significado dessa letra, que mais que um poema é uma mensagem de fé, mas é ainda muito mais que isso. É um convite para pararmos e pensarmos no que podemos aprender com nossas crianças. Sempre se fala nos desafios que os pais enfrentam para educar uma criança e da necessidade de ensinar  amor e  limites de forma equilibrada e usando o bom senso. Infelizmente muitos pais ainda confundem ensinar limites com despejar sobre os filhos seus medos, suas frustrações, suas próprias limitações, e assim contribuem  para criar nessas crianças crenças limitantes que poderão mais tarde torná-las adultos medrosos e incapazes, com medo de ousar, medo do novo, medo da vida, medo de lutar, medo de vencer, medo de mudar. Isso aconteceu com muitos de nós em nossa educação, e acontece conosco em relação à educação de nossos filhos, mas não nos ajuda em nada culparmos nossos pais, ao contrário: O melhor a fazer é pensar que eles estavam fazendo o melhor que podiam com aquilo que aprenderam com os seus pais. E também não devemos nos culpar, pois da mesma forma, fazemos com nossos filhos o melhor que podemos com o que aprendemos de nossos pais. Entretanto, conscientes dessa realidade, nós podemos modificá-la de um jeito muito simples: Parar para aprender com as crianças. Ou melhor, reaprender,  relembrar... por que nós já fomos crianças um dia e já pensamos e vivemos olhando o mundo com olhos de criança. Esse sim, é um convite ao novo, aprendermos com aqueles a quem temos a responsabilidade de educar. E elas, as crianças têm muito a nos ensinar! Há uma lista enorme de atitudes que podemos aprender e lembrar novamente apenas observando o seu comportamento: Crianças demonstram confiança e autoconfiança / Crianças têm fé / Crianças acreditam nos seus sonhos e sabem brincar de sonhar / Crianças brincam, sabem brincar e levam a sério a hora de brincar /Crianças gostam e confiam nas outras crianças /Crianças confiam nos adultos /Crianças se contentam com pouco /Crianças são sinceras /Crianças abraçam com carinho sincero /Crianças não abraçam quando não têm vontade /Crianças sabem dizer não / Crianças riem abertamente e dão grandes risadas / Crianças choram quando têm vontade e não têm vergonha de suas lágrimas / Crianças sabem expressar gratidão e são muito gratas pela atenção dada a elas / Crianças têm excelente  autoestima / Crianças possuem sentimentos puros / Crianças sabem amar e não têm medo de amar / Crianças são felizes.
No dia das crianças vamos  aproveitar para resgatar as crianças que já fomos e que na maioria das pessoas se perderam lá no fundinho das lembranças. Alguns nem se lembram! A vida de adulto, as responsabilidades, os compromissos, o medo da opinião alheia e outras crenças limitantes podem sufocar em nós as crianças que um dia já fomos.  E com isso perdemos grande parte de nossa alegria, motivação e entusiasmo pela vida. Quem não quer voltar  a ter aqueles olhos brilhantes e aquela emoções puras que só as crianças sabem ter? E por que não? É só buscar de novo aqueles sentimentos em nós, sem medo de sermos felizes e sem medo do que os outros irão pensar. Quando se diz que um adulto é infantil, o termo torna-se pejorativo e sinônimo de irresponsável, mas ser infantil pode ser apenas um resgate da alegria, sem se perder a responsabilidade de adulto.
Eu tenho um texto poético que um dia escrevi sobre a criança que tenho em mim e que procuro resgatar todas as vezes em que me encontro triste ou desmotivada. É a essa criança que eu recorro, que infalivelmente me dá a mão e me mostra mais uma vez os caminhos da felicidade. É ela, a minha criança, a que já fui e sempre serei, que me faz rir e amar sem medo. E lembrando dessa menina, eu escrevi: “ Eu fui uma criança que junto com irmãos e amigos escalava telhados, corria por sobre muros, brincava de trapezista em galhos de árvores, tomava banho na caixa d’agua... Perdão a quem tomou a água, éramos apenas crianças... felizes, inocentes, vivendo o momento... Quem compartilhou comigo, lembra... Traumas? Nenhum... Arranhões? Alguns... Lembranças? Muitas e felizes... Aprendizado? Guardei dentro de mim uma criança que sempre me acompanha e me faz ver o mundo com mais alegria e esperança. Hoje e todos os dias para mim é dia de ser criança...”

Márcia Palis   12/10/2012



domingo, 23 de setembro de 2012

O Poder do Sonho




“Sonhar mais um sonho impossível... Lutar quando é fácil ceder... Vencer o inimigo invencível... Negar, quando a regra é vender...sofrer a tortura implacável...romper a incabível prisão...voar no limite improvável...tocar o inacessível chão...” Música linda que fala da capacidade de jamais perder os sonhos. Por que sonhos, não são somente sonhos. Muitas vezes eles são o início de nossas maiores realizações ou o indício de nossas dificuldades.
Os sonhos são a manifestação das nossas vontades, dos medos, inseguranças e capacidades. Quando queremos realizar algo, primeiro desejamos, depois sonhamos. Podemos sonhar acordados ou dormindo. Dormindo, mostramos o nosso querer do ponto de vista do inconsciente, que se manifesta através de sonhos mais claros ou mais difusos, expressando nossos mais profundos desejos, como também nossas inseguranças, nossos medos, bloqueios e muitas vezes, nosso mais oculto potencial para realizarmos o que desejamos. Acordados, visualizamos os desejos da forma como queremos que aconteça, e a visualização consciente se transforma em sonho à medida em que colocamos nela a emoção do sentimento de já vivenciar a situação desejada. E após sonhar, se persiste  a vontade de realizar, começamos a tomar atitudes que nos levarão de encontro à realização do nosso sonho. O tipo de sonho que estou descrevendo é o sonhar acordado. Para ficar mais claro: Imagine uma criança ou adolescente que descobre que tem aptidão para um determinado esporte, e tem o desejo de ser um grande atleta, por exemplo. Esse desejo vem acompanhado de sonhos, um sonhar acordado que faz essa pessoa se visualizar realizando o seu esporte, ganhando prêmios, ficando mais forte, mais ágil, jogando em um time se o esporte for coletivo, ou praticando sozinho ou com um treinador, se o esporte for individual. Naturalmente essa pessoa terá vontade de colocar em prática esse desejo e irá procurar meios e maneiras de realizá-lo, buscando começar a praticar esse esporte na escola, no clube, ou juntando-se a um grupo de pessoas que o praticam. Dependendo da intensidade do desejo e da aptidão demonstrada, o sonho continua, agora acrescido da ação, e pode ser aprimorado. À medida que vai conseguindo novas vitórias e novos conhecimentos dentro desse esporte, os sonhos também vão se modificando e crescendo. Novas metas vão sendo estipuladas, novos sonhos visualizados e novas ações empreendidas para conseguir alcançar essas metas. E assim, essa criança ou adolescente vai caminhando para a realização do seu sonho de ser um grande atleta. Muitos se perguntam por que tem dificuldade para realizar alguns sonhos, enquanto outros sempre conseguem transformar os sonhos em realidade. Algumas coisas são essenciais para que nossos sonhos se realizem: Em primeiro lugar, não basta sonhar, é preciso acreditar que é possível. E acreditar na realização, começa por acreditarmos em nós mesmos e em nosso potencial. Depois ,é preciso colocar sentimento no sonho. Temos que visualizar o que queremos já sentindo a emoção e o entusiasmo do acontecimento. E além disso é preciso ter fé, esperança, paciência e persistência. Somente pessoas que têm essas características e as colocam em prática conseguem a realização de seus sonhos, sejam eles pequenos ou grandes.Tudo o que quiser, você pode conseguir, se realmente acreditar que pode. Pense com firmeza em seus desejos, sonhe, sinta, acredite neles e em você, e idéias virão, mostrando o caminho da realização. Pensamentos e emoções são os construtores de nossos sonhos e idéias colocadas em prática são as ferramentas para realizá-los  Dizem que querer é poder. Eu acredito que sonhar e acordar do sonho pode ser o início do despertar de suas potencialidades para a realização desse mesmo sonho. E como dizia outro poeta em um clássico dos sambas-enredo do Carnaval do rio de Janeiro: “ Sonhar não custa nada... E esse sonho é tão real...”  

domingo, 12 de agosto de 2012

Dia dos Pais - Uma homenagem


Eu sei que muitos dizem que esses dias são apenas datas comerciais, eu sei que muitas pessoas são contra e provam por A mais B que a instituição de datas como o “Dia das Mães “ e o “Dia dos Pais”, entre outras, foram criadas somente como estratégias para a alavancar  vendas e manter o comércio ativo. Acredito também que os comerciantes saibam muito bem como explorar essas datas. Entretanto, não há como negar, que vistas por um prisma menos crítico e mais afetivo, esses dias nos permitem lembrar de pessoas muito especiais e que foram ou são toda a nossa base e estrutura de vida. Homenageá-los, seja com presentes, carinho ou quaisquer formas a nossa imaginação ditar, é mais que devido, é um modo de demonstrar nossa gratidão por tanta doação e tanto amor, e se na correria do cotidiano, muitas vezes não nos lembramos de fazê-lo, é sempre bom ter um dia dedicado a esse fim, para que não sejamos injustos com quem nos deu a vida, a educação, os valores e os exemplos.  
Sendo assim, não poderia deixar passar em branco essa data, o Dia dos Pais. Eu sei que todas as regras têm exceção, eu sei que alguns pais podem não ser, ou algum dia não foram, aquilo que deles se esperava. Mas os pais, como dizia Renato Russo em sua  música “Pais e filhos” : “São crianças como você... É o que você vai ser quando você crescer...”  
E como não aproveitar o momento para agradecer a esses super-heróis de carne e osso, que mesmo com seus defeitos e fragilidades são tão importantes para todos nós? Eu acredito que a família é a base de tudo. Quando se tem uma família estruturada, quando os pais são atuantes e responsáveis, quando se tem um porto seguro em casa, os filhos têm mais oportunidade de crescerem mais bem preparados e fica mais fácil enfrentar as dificuldades da vida. Isso não quer dizer que família de pais separados não sejam estruturadas, o importante é que os pais estejam sempre presentes na vida dos filhos.
Meu pai se foi há muitos anos, mas tenho dele lembranças inesquecíveis. Quando eu era adolescente andamos brigando, aliás, eu brigava com ele, por não entender algumas atitudes suas, que nada mais eram que a proteção que ele queria dar aos filhos, pois foi um pai e um marido dedicado e amoroso, colocando a família sempre em primeiro lugar e muitas vezes sofrendo por não poder nos dar tudo o que ele achava que merecíamos.  Ainda bem que amadureci rápido e a partir dos meus 18 anos comecei a enxergá-lo de forma diferente e pude compreender toda a dimensão do amor que ele tinha por minha mãe e por seus 6 filhos. Poucos anos depois ele se foi, mas agradeço a Deus por ter colocado em nossas vidas esse homem maravilhoso, que mesmo trabalhando muito e vivendo estressado, mesmo sendo calado e introspectivo, fazia questão de cuidar de seus filhos e de participar de todos os momentos de nossas vidas, comemorando nossas vitórias e nos incentivando em nossas dificuldades. Fazia questão de nos cuidar quando tínhamos qualquer problema de saúde, e uma das lembranças mais vivas que tenho é da segurança que sentíamos, eu e meus irmãos, quando tínhamos alguma “doencinhas” de criança, por sabermos que meu pai ficaria ao lado de nossas camas, com a dedicação de um médico e de um enfermeiro exemplar, por dias e noites se preciso, até que ficássemos bons. Foi também com meu pai que iniciei meu gosto pela música, leitura e poesia, pois ele era um cantor e um músico que virou dentista, um poeta e um intelectual que virou pai de família. Foi com ele que aprendi que uma pessoa forte pode ser sensível e que um homem pode chorar por se comover com uma música, com um comercial de margarina, com uma cena de novela ou com uma gracinha de suas crianças. Com ele e minha mãe aprendi o valor da educação, pois faziam do estudo uma prioridade e fizeram questão de que todos os filhos estudassem e tivessem uma carreira.
E hoje, fazendo essa homenagem ao meu pai, que agora reside em outros planos, eu  também homenageio a todos os filhos e filhas e a todos os papais, aos que ainda estão aqui, aos que já se foram, aos mais jovens, aos mais maduros, aos pais solteiros, aos pais casados, aos papais de primeira viagem, aos pais mais experientes, aos futuros papais, enfim, a esses primeiros heróis que os filhos conhecem e que serão para a vida toda o seu exemplo e a sua estrutura. A todos os pais, o meu abraço e a minha reverência por terem sido escolhidos por Deus para proporcionar a vida, a educação e os valores a outros seres humanos. Recebam nesse dia, um abraço gostoso e grato de seus filhos e tenham a certeza de que valeu a pena a escolha da paternidade.   

Márcia Palis
12/08/2012     



domingo, 22 de julho de 2012

Psicologia Positiva e os segredos para o sucesso



    Quando falamos em sucesso, geralmente nos lembramos de celebridades, de estrelas, de pessoas prósperas, de gente rica, bonita, que sai em capas de revistas, que aparece em programas de televisão, de lindas mansões, carrões, enfim, de imagens que são estereótipos mentais que nos remetem ao conceito daquilo que definimos como sucesso. Para muitas pessoas, parece algo muito distante de sua realidade, um mundo fantasioso e inatingível, quase um conto de fadas
         Ao pensarmos porém em sucesso do ponto de vista da Psicologia positiva, poderemos visualizá-lo de forma diferente e refletir sobre nossos projetos de vida e sobre o nosso próprio sucesso. A partir desse movimento relativamente novo e que teve início em 1998, novos conceitos foram introduzidos para o estudo da psicologia humana, quando o psicólogo americano Martin Selingman assumiu a presidência da Associação Americana de Psicologia. Segundo ele nos mostrou com suas pesquisas, até essa data, a ciência psicológica se ocupava mais em estudar os aspectos negativos e patológicos da psique humana, tais como doenças mentais diversas, depressão, stress, entre outros, ao invés de focar nos aspectos positivos do ser humano, como por exemplo, a esperança, a criatividade, a coragem, a sabedoria, a espiritualidade e a felicidade. Resumindo, a ciência psicológica trabalhava mais com os aspectos adoecidos do que os saudáveis e visava mais a cura do que a prevenção ou o aproveitamento do potencial humano para o seu desenvolvimento pessoal e emocional.
         Estruturados nessa nova visão, o que seria considerado sucesso? Sucesso é construir projetos de vida, pessoais ou profissionais e através do autoconhecimento e do desenvolvimento de nossas melhores qualidades, aprendermos a usar esse potencial para atingirmos as metas estabelecidas dentro desses projetos, buscando sempre como objetivo principal a qualidade de vida, o bem estar e a felicidade.
         Parece fácil quando se define assim teoricamente, mas não é tão fácil, uma vez que nesse caminho para o sucesso teremos que conviver com nossos aspectos negativos, crenças limitantes, nossos medos e valores aprendidos, que nem sempre foram positivos. Algumas atitudes e o conhecimento e vivência de novos conceitos, a busca de novas formas para reagirmos à situações adversas, e uma nova visão sobre nós mesmos, podem ser fatores decisivos para a realização de nossos sonhos e o alcance de nossos objetivos, enfim, para o nosso sucesso.

         Dicas de sucesso baseados na psicologia positiva;
1-     Foquem mais em suas qualidades que em suas dificuldades. Isso não significa fingir que essas últimas não existem, mas dêem mais valor às primeiras, que poderão ajudá-los a superar suas limitações com mais facilidade do que imaginam.
2-     Quando alguma coisa der errado, não vistam a camisa de “coitadinhos”. Parem, permitam-se até ficar tristes, ansiosos ou aborrecidos. Desabafem, mas não fiquem apáticos. Há sempre um novo caminho para atingir o objetivo desejado. Não se deixem desanimar pelos “nãos” da vida. Não os computem como fracassos, e sim, como oportunidades para aprendizado. Acostumem-se com essa palavra:  Resiliência - Capacidade do indivíduo de reconstruir-se positivamente frente às adversidades.
3-     Mantenham perante a vida atitudes de gratidão. Sejam gratos por tudo que têm e por tudo que irão conquistar. A atitude de gratidão é o primeiro passo para novas conquistas. 
4-     Sejam afetuosos e bem humorados. O sucesso não convive bem com o mau humor e o desamor
5-     Ativem sua rede de contatos. Aprendam a pedir ajuda. Aprendam a aceitar ajuda e a ajudar também.
6-     Finalmente, mudem seu conceito de sucesso. Sucesso não é ser rico ou bonito, sucesso é ser feliz.

Márcia Palis



domingo, 3 de junho de 2012

Eu te amo


Hoje, ao ouvir a música “Unchained melody”, me remeti à lembrança do filme “Ghost”, um clássico dos anos 90, em que o personagem principal, “Sam”, interpretado pelo já saudoso Patrick Swayse, vive uma maravilhosa história de amor com “Molly”, na interpretação da linda Demi Moore. “Sam” morre ainda no início da trama e deixa uma lacuna nessa história: Nunca ter falado “Eu te amo” para a sua namorada “Molly”. A possibilidade do resgate dessa declaração de amor só se concretiza após vários lances de aventuras e perigos, entremeados pelo humor e talento da incrível Whoopi Goldberg, que interpreta “Oda Mae”, uma médium de mentira, a qual acaba descobrindo que pode realmente se comunicar com espíritos e ajuda o “Ghost” enamorado a salvar sua amada e finalmente declarar o seu amor antes de partir para outra vida, embarcando em uma onda de luz.
Um lindo filme de amor que retrata uma situação muito comum em relacionamentos amorosos, me fez refletir: Por que o ser humano tem tanta dificuldade de dizer “Eu te amo”? Por que muitos esperam datas especiais como o “Dia dos Namorados” ou aniversários de namoro ou casamento para declararem o seu amor? Por que será que foi preciso instituir um dia para se comemorar esse sentimento maravilhoso que é o amor entre duas pessoas?
O amor é para ser vivido todos os dias. É para ser gritado, propalado, alardeado. O amor é um sentimento tão lindo e tão incrível de sentir, que não deveria ser olhado com constrangimento ou vergonha por ninguém que o sinta. Declarações de amor deveriam acontecer todos os dias, homenagens ao amor e ao ser amado deveriam fazer parte de nossas vidas sempre que o amor adentre nossos corações, para que nos lembremos o tempo todo da magnitude e da delícia que é viver um grande amor.
 Entretanto, muitos não conseguem fazê-lo pela insegurança de demonstrar seus sentimentos, medo de serem julgados fracos pelo ser amado, receio da crítica de outras pessoas, ou outras crenças limitantes e indignas de conviver com esse sentimento maior, o AMOR...
Ah, o amor! Cantado em prosa, verso e música por tantos! O amor que nos faz melhores e mais compreensivos, que filtra o mal de nossas almas... Esse sentimento que nos faz caminhar leves sobre o cotidiano e os problemas da vida! O amor, que mais que sentimento é oração, é transcendência, é luz e paz em nossos corações e é... simplesmente... amor.... Como disseram o profeta Paulo e o poeta Camões, condensados nos versos na música do “Legião Urbana” : “Ainda que eu falasse a língua do homens e falasse a línguas dos anjos, sem amor, eu nada seria...”
 Ninguém deveria ter vergonha de dizer “Eu te amo”, se pensasse só por um minuto com gratidão, no imenso presente que é sentir a sublime emoção de amar e ser amado. Por isso, convido a todos os que amam: namorados, casados, ficantes, amantes e apaixonados em geral, para que nesse “Dia dos namorados” exibam com orgulho os seus sentimentos.  Presenteiem, abracem, beijem muito... Façam muito carinho... E gritem para o mundo: “Eu amoooooo essa pessoa!!!!!”...  Sintam-se orgulhosos de amar e propaguem o seu amor com todas as homenagens e atitudes que esse amor merece... Não tenham medo de parecerem ridículos! Não receiem o julgamento alheio! Entreguem através dessa simples frase, o seu coração para aqueles que os fazem tão felizes! E bem baixinho, no ouvido de seus amados e amadas, digam: “Eu te amo... sempre..” Por que o “sempre” do amor é “AGORA”!  E continuem amando, dizendo, demonstrando não só nesse, como em  todos os dias, durante toda a existência desse amor, que será “eterno enquanto dure”. Não espere alguém morrer, ou que morra o sentimento para um dos dois, para só então o amor ser dito, declarado e anunciado. Feliz “Dia dos namorados” e que esse seja o início de inúmeros dias seguidos para comemorar o AMOR e dizer “EU TE AMO”...      

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Quando a mãe esconde a mulher - Uma homenagem às mães




A maternidade é sem dúvida um dos eventos mais realizadores na vida de uma mulher. Ser mãe sempre foi e ainda é sonho e projeto de vida da maioria das mulheres. Poder gerar e trazer ao mundo um novo ser pode modificar por inteiro o foco e a rotina de vida da mulher e até mesmo torná-la uma pessoa diferente, e só mesmo quem já passou por essa experiência sabe avaliar o impacto desse acontecimento.
Durante a gestação já ocorrem modificações biológicas que influenciam na psique feminina, predispondo as mulheres a se sentirem mais maternais e menos fêmeas. Além disso, fatores culturais e tradicionais também contribuem para uma mudança emocional, que pode até influenciar na sexualidade, na visão de si mesmas, no trabalho e nos outros relacionamentos. Essa transformação, que acontece por um instinto de sobrevivência da raça humana, é necessária, pois ao nascer o bebê é frágil e dependente, necessitando da atenção e cuidados maternos quase em tempo integral.
Esse período de dedicação total deve ser curto, apenas algum tempo da gestação e o tempo de adaptação do pequeno ser à vida, entretanto algumas mulheres demonstram dificuldades para fazer a divisão entre o papel da mãe e o da mulher após o nascimento de um filho. Para elas, a maternidade torna-se o fato mais importante da vida, e deixam de lado os cuidados com o corpo, com a beleza e a sensualidade e até com a carreira profissional. Muitas vezes colocam a sexualidade em segundo plano, e quando são mães casadas ou em um relacionamento amoroso, essa atitude poderá gerar problemas para esse relacionamento.  Quando o pai é presente e compreensivo, será interessante que ele compreenda e participe desse momento, renunciando a algumas coisas para que todos possam ficar em harmonia, mas se a mãe demora muito a fazer essa passagem, é claro que começarão os desconfortos e algumas crises na relação.
Por outro lado sabemos que nos tempos de hoje, existem mulheres que passam por essa fase sozinhas, ou por livre escolha de serem mães independentes, ou por separação, e essas também podem, por um processo de defesa emocional, se enclausurarem mais ainda no papel de mamães, esquecendo-se das mulheres que são e que já eram antes da criança nascer. Nos dois casos e em quaisquer circunstâncias, é importante não perder o foco e não parar de se ver como mulher, pois os filhos, à medida que crescem vão ficando a cada dia mais independentes e o espaço que eles irão deixar, pode gerar um vazio na vida dessas mães. Alguns filhos, ao contrário, estabelecem uma relação de dependência, alimentada pelo próprio comportamento da mãe, e se em determinado momento de vida, ela resolve se abrir para um novo relacionamento, podem ter dificuldades para se adaptar a essa situação.
Embora a maternidade realmente exija muito da mulher e traga alegrias que são únicas, esta não deve ser um pretexto para que ela se esqueça de si mesma. Por isso, é importante que a mãe nunca deixe de se enxergar como mulher e como pessoa, investindo em si mesma, profissional e pessoalmente, cuidando-se e cuidando de seu relacionamento, motivando o pai  para que ele participe como pai e  valorizando o seu amor, que também foi o fato gerador da vida daquela criança.
É necessário que toda mulher possa compreender que ser uma boa mãe é algo que pode conviver harmoniosamente com fato dela querer ser mulher, ser profissional, cuidar de si e ter relacionamentos amorosos saudáveis. Assim, sabendo dividir os papéis de mulher e mãe, não correrá o risco de futuramente sofrer com a queda da autoestima e poderá manter-se atraente aos olhos dos outros e aos seus. Sentir-se bem consigo mesma, se permitir ser mãe e mulher, só trará reflexos positivos para si, para a relação com os filhos e com todos à sua volta.

Márcia Palis
11/05/2012


sexta-feira, 13 de abril de 2012

Solidão... Por que meus relacionamentos não dão certo?


Você é daquelas pessoas que acreditam que seus relacionamentos nunca dão certo? Conheço vários homens e mulheres que fazem a mesma queixa. É verdade que estão sempre tentando e vez ou outra, aparecem com alguém, mas sabe-se lá por quê, logo estão sozinhos novamente e repetindo “ninguém me ama, ninguém me quer”. Geralmente não são feios ou chatos, são bonitos, gente boa, têm amigos, são inteligentes, mas algo não se completa.
Enquanto as  mulheres  justificam esse fato, dizendo que homens tem medo de mulheres bonitas, inteligentes e bem resolvidas, ou não querem mais saber de relacionamentos duradouros,  por outro lado, os homens sós também explicam que as mulheres não querem mais saber de homens que desejam relacionamentos sérios e preferem outros valores como sucesso financeiro, corpo malhado, entre outras coisas. 
Se você se identifica com essa situação, está na hora de parar e pensar. O que está acontecendo realmente em sua vida? Sei que homens e mulheres estão vivendo conflitos devido a tantas mudanças sociais e comportamentais que tem acontecido na contemporaneidade, mas não se podem reduzir essas situações a tais crenças limitantes.
Talvez a explicação esteja no fato das pessoas estarem querendo um relacionamento como solução e não como conseqüência. Trocando em miúdos, muitas  vezes se espera que um amor venha para resolver situações mal resolvidas como insegurança e falta de autoconfiança, quando na verdade, o amor só acontece quando estamos realmente bem resolvidos e tranqüilos. Vou dar um exemplo: Sabe quando você espera ansiosamente por alguma coisa e ela parece que não vai acontecer nunca? Aí você um dia se cansa de esperar, relaxa, e aparentemente se esquece daquilo. Digo aparentemente, por que o desejo continua em seu inconsciente, só que conscientemente você  decidiu que não vai mais ficar sofrendo por esse motivo. E aí, quando menos espera, o que você queria acontece, muitas vezes não da maneira que foi milhares de vezes planejada em sua mente, mas geralmente de uma forma muito melhor e mais adequada para sua situação naquele momento.
 Vamos agora pensar a respeito desta situação por outra vertente. Será que para se realizar, para ser feliz é mesmo necessário estar com alguém? Em nossa cultura, os seres humanos precisam se relacionar de alguma forma e alguém completamente só fatalmente irá ficar triste e adoecer, emocional e até fisicamente. Entretanto, existem várias formas de se relacionar, e a solidão total quase nunca está presente em nossas vidas, a não ser em alguns momentos, por escolha ou por dificuldades de relacionamento. Essas dificuldades podem ser passageiras ou se apresentarem como sintomas de alguns problemas emocionais, e nestes últimos casos, deverão ser tratadas clinicamente, mas em sua grande maioria são de fácil diagnóstico e resolução. Vista dessa forma, a solidão passa a ser um conceito relativo, pois pode ser apenas um estado, passageiro ou não, de alguém que gosta de independência e liberdade, sai com os amigos, viaja, só faz o que quer, mas continua ainda apegado à crença que só se pode estar bem quando se está em um relacionamento. Ou como diz a música do nosso Mestre Tom Jobim “E impossível ser feliz sozinho”. Mestre, com a devida licença, é possível sim!
E ainda existem aqueles casos de solidão a dois, quando uma ou duas pessoas  se enclausuram em um relacionamento falido apenas por falta de coragem de tentar novamente ou por também se apegarem a crenças como “ruim com ele(a), pior sem ele(a)”, ‘casamento é para toda vida”, ou ainda por não possuírem autoconfiança suficiente para enfrentarem uma separação. Também nessa situação se sentem sós e as relações acontecem apenas para os outros verem, já que a cumplicidade não mais existe.
Em muitos casos, dá para notar nos olhos e atitudes de alguns um certo desespero, um medo muito grande da solidão, que acaba por deixá-los cada vez mais carentes e menos espontâneos quando se trata de encontrar o amor. Parece que existe uma obrigatoriedade de ter um par, quando isso é uma coisa que deveria acontecer naturalmente.
Nota-se também nos dois sexos uma diferença nas atitudes que passam a ter quanto mais tempo dura essa busca: O homem aparentemente se torna mais descrente, mais cético em relação ao encontro de um verdadeiro amor, daí encontrarmos tantos solteirões convictos, mas que estão sempre na paquera. As mulheres geralmente possuem uma tendência a se sentirem mais ansiosas e inseguras quanto mais o tempo passa, muitas vezes se envolvendo em relacionamentos sem afinidade, que naturalmente não irão durar, ou mostrando-se disponíveis demais, o que pode gerar um desinteresse masculino, pois a conquista inicial acaba por  perder aquele mistério que dá sabor aos primeiros contatos.
Não é realmente fácil lidar com esses sentimentos, ainda mais que geralmente há um equívoco na interpretação de todas essas situações, já que a maioria prefere projetar no mundo, no outro sexo ou na sociedade, a explicação para estarem sós. Parece mais fácil buscar a solução do problema fora do que dentro de si mesmos e qualquer um de nós pode viver ou já vivenciou essa situação em algum momento de nossas vidas. Entretanto, quando conseguimos nos libertar dessas crenças e simplesmente olhar para dentro de nós mesmos, poderemos ver com mais clareza aquilo que efetivamente nos faz felizes. Podemos ter alegria em todas as situações, sozinhos ou acompanhados, o importante é aproveitar o que cada momento de nossas vidas nos trás de bom. É só olhar para si e acreditar nas suas qualidades, sintonizando-se com o que está vivendo no momento. Quando conseguimos esta leveza em nossas emoções, paramos de nos cobrar, conseguimos ficar mais felizes e abrimos portas para que o amor chegue até nós de forma natural e sem esforço, se este for o nosso verdadeiro objetivo. Aí experimentamos uma outra forma de felicidade.




Entrevista - Programa Bem Viver


Márcia Palis em participação ao vivo no programa Bem Viver de 09/08/2014 na TV Integração Regional( Rede Globo).

Tema: como manter acesa a paixão nos relacionamentos depois de um certo tempo de convívio.

Muito obrigada mais uma vez pela atenção e o trabalho de vocês.

Abraços de Minas.

Entrevista : Fatores que podem atrapalhar a saúde emocional do trabalhador - Outubro/2015

Entrevista : Fatores que podem atrapalhar a saúde emocional do trabalhador - Outubro/2015
ASSISTA O VÍDEO NA ÍNTEGRA AO CLICAR NA IMAGEM. AGRADECIMENTO : A MG TV - Rede integração (TV Globo) aqui da região do Triângulo Mineiro.

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